PERIODICIDADE

    Cornélio Almeida Neto

    Cornélio Almeida Neto

    Psicologia
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    13 de abril de 20262 min de leitura
    PERIODICIDADE

    Neste fim de semana, estivemos em um encontro na unidade campestre da Nova Acrópole, reunindo diversos profissionais da área da saúde. Diferentes especialidades, mas uma única intenção em comum: tornarem-se melhores seres humanos nos seus labores diários, amenizar a dor, tomar consciência dela e, a partir disso, estabelecer condutas mais justas, inspirando aqueles que buscam a cura.

    Esse encontro me levou a refletir sobre a significativa lei dos ciclos, a periodicidade. Recordei-me do nosso primeiro encontro: não éramos mais que quinze participantes; hoje, somos cento e quarenta. É algo ímpar poder contemplar e participar desse crescimento silencioso e constante, semelhante ao ritmo da própria respiração.

    Há momentos em que a vida se expande, como uma tela que se distende ao sopro do divino, impulsionando-nos à ação, à experiência e à construção. Nesses instantes, somos lançados ao mundo, como filhos que se dispersam, aprendendo a caminhar entre formas, encontros e desafios, próprios de cada trajetória.

    Mas há também o tempo do recolhimento. Tudo se contrai, e somos chamados à interiorização, à síntese. A alma, na jornada que lhe cabe, deveria então apresentar-se um pouco mais amadurecida para reencontrar o seu centro. Quando isso não ocorre, ou não ocorre como gostaríamos, surge a tão marcante dor. Aos olhos daqueles que aprendem a transformar o limão em limonada, a dor revela-se como uma oportunidade de crescimento. Como comentou um amigo querido: “é um presente embrulhado”. Do contrário, lamentamos, buscamos culpados, e o nosso tão amado espelho devolve uma imagem distorcida, abrindo espaço para desequilíbrios e doenças.

    Que possamos reconhecer esse movimento em nós mesmos: saber quando agir com firmeza e quando recolher com sabedoria. Pois, ainda que nos vejamos dispersos nas múltiplas expressões da vida, com seus dissabores e oscilações, há em nosso íntimo, um ponto que jamais se separa do Todo.

    Que, dia após dia, possamos nos afinar com esse ritmo natural da Vida. Cada um com sua natureza própria, sua qualidade única, sua nota específica dentro da grande sinfonia da existência. E que, em cada expansão e em cada retorno, possamos nos aproximar um pouco mais da Unidade, do Real, daquilo que verdadeiramente É.

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    Sobre o autor

    Cornélio Almeida Neto

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    Psicologia
    CRP-DF 5693

    Psicólogo Clínico

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